Sunday, November 25, 2007

I'd Love to Change the World



Já fazia muito tempo que não fazia um post com um video, hoje estava para aqui a olhar para a TV e a ouvir um bocado de música e cheguei a esta, é uma música da qual sempre gostei desde que a ouvi pela primeira vez. E consegue-o pelo facto de ser 'intemporal', foi escrita há uns bons 20/30 anos mas o certo é que continua a ser 'actual' os problemas que ela relata são (muito) comuns nos dias de hoje. É lógico que os problemas de há 30 anos podem não ser os mesmos nem ser nos mesmos locais, mas são iguais, há 30 anos tinhamos conflitos como o Vietname e a questão da Guerra Fria, hoje temos o Iraque, o Afeganistão, o Ruanda, o Sudão. Há 30 anos começavam-se a sentir os problemas relacionados com a poluição, hoje eles continuam(e são cada vez mais graves).

Tudo o que havia há 30 anos ainda existe hoje em dia e na maioria das vezes é ainda mais grave. O facto é que isto se poder ter várias possíveis explicações como o homem estar a tornar-se cada vez mais maldoso para com o seu próprio, ou o aparecimento de um cada vez número maior de regimes autoritários que desafiam a paz(temos como exemplo Hugo Chavez e as suas insinuações absurdas na ONU) mas por outro lado penso que há também um cada vez maior desinteresse das pessoas em relação ao estado do mundo, vêm-se tantas noticias que falam de mortes aqui, rebentamentos acolá e são tão exaustivamente repetidas que as pessoas passam de uma reacção de 'surpresa' e horror para uma situação de completa indiferença o pensamento de ordem é 'Não é problema meu, outros resolvê-lo-ão'... O problema é que se 6 mil milhões de pessoas pensarem desta maneira nada se irá resolver. Os ricos tornam-se cada vez mais ricos e os pobres são cada vez mais espezinhados, citando Axl Rose em 'Civil War': I don't need your Civil War, it feeds the Rich while it buries the Poor...'

Há tempos, numa mesa redonda há qual assisti, o Dr. Rui Marques, alto comissário para a imigração e minorias étnicas, referenciou relativamente atitude dos jovens de hoje face à crise humanitária do Darfur que: 'Darfur é o vosso Timor! A minha geração teve Timor, vocês têm o Darfur.' De facto é uma analogia que me deixou a pensar e com a qual no fundo acabo por concordar mas também tenho o receio que este 'Timor' possa não ter um final não feliz e simples como teve o outro pelo simples facto de um cada vez menor grupo de pessoas acreditar que é possível mudar o mundo desde que nos esforcemos, pergunto-me diariamente quantos jovens da minha idade conhecerão a situação de Darfur? Destes, quantos se preocuparão? Destes últimos quantos acreditarão que é ainda é possível salvar o Darfur?

Hoje é Darfur, amanhã pode ser outro sítio qualquer...

Citando algo que ultimamente tem aparecido muito por esta net:

"Quando o Silêncio Mata, a tua Voz pode Salvar!"

Cumprimentos

Wednesday, November 14, 2007

Ponto(s) de Fuga

Corrida, corrida corrida, vento, o momento do salto em que ou se aterra no paraíso ou se cai para o abismo…fico a dois dedos de conversa do céu e caio no vazio.

Ainda teço ilusões de como atingir as tuas nuvens, mas a dor acorda-me para a realidade e vejo que só um ajo me poderá tirar daqui, claro que, por ora já percebi que anjos nao aparecem a pessoas como eu. E enquanto espero de esperança tão frágil, nua, pura e dura, palminho todos os sete pecados em busca do esquecimento.

E é este o déja vu doloroso que prefura o meu sonho tresmalhado de um dia vir a ser pessoa, contigo.

“-Diz-me o que é isso, esses sítios onde a escrita quase desaparece da margem da folha onde trabalhas.”

Juliet Marillier, Máscara de Raposa